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Derrame cerebral é o mesmo que AVC?

É bastante comum que as pessoas pensem que o derrame cerebral é o mesmo que AVC. E a afirmativa está correta. Derrame cerebral é o nome popular que se dá ao acidente vascular cerebral (AVC).

O AVC se divide em dois tipos:

Acidente vascular isquêmico

O acidente vascular isquêmico caracteriza-se pela falta de circulação em uma área do cérebro, provocada por obstrução de uma ou mais artérias ateromas, devido à trombose ou embolia. O AVCI ocorre, geralmente, em pessoas mais velhas que apresentam:

Acidente vascular hemorrágico

O outro tipo de AVC que pode ocorrer é o acidente vascular hemorrágico, que caracteriza-se pelo sangramento cerebral provocado por um rompimento de artéria ou vaso sanguíneo, em virtude de hipertensão arterial, problemas na coagulação do sangue e traumatismos. O AVCH pode ocorrer em pessoas mais jovens e a evolução é mais grave que o AVCI.

Já que o derrame cerebral é o mesmo que AVC, quais são os sintomas?

Em relação ao acidente vascular isquêmico, os sintomas são:

Algumas vezes, esses sintomas podem ser transitórios, denominados ataque isquêmico transitório (AIT). Contudo, necessitam de cuidados médicos imediatos.

Em se tratando do acidente vascular hemorrágico, os sintomas são os seguintes:

Fatores de risco do acidente vascular cerebral

Agora que você já sabe que o derrame cerebral é mesmo que AVC, conheça os seus fatores de risco:

Idade e sexo

Ainda que um AVC possa surgir em qualquer idade, inclusive entre crianças e recém-nascidos, sua incidência cresce à medida que avança a idade. Quanto mais velha uma pessoa, maior a chance de ela ter um AVC. Em pessoas do sexo masculino e da raça negra, há maior tendência para o desenvolvimento de um AVC.

Histórico de doença vascular prévia

Quem já teve um AVC, ou uma ameaça de derrame, ou outra doença vascular, como o infarto no coração e a doença vascular obstrutiva periférica, têm maior probabilidade de ter um AVC.

Doenças do coração

As doenças do coração, especialmente as que produzem arritmias (batimentos cardíacos desregulados), aumentam o risco de AVC. As arritmias provocam uma corrente sanguínea irregular e facilitam a formação de coágulos sanguíneos dentro do coração, que podem chegar ao cérebro pela circulação, diminuindo o fluxo sanguíneo e causando um AVC.

Exemplos de doenças do coração que aumentam o risco de AVC:

Tabagismo

Já está amplamente difundido que fumar é prejudicial à saúde. O hábito é fortemente relacionado com o risco para AVC. Mesmo o uso de um pequeno número de cigarros associa-se ao risco aumentado. As substâncias químicas presentes na fumaça do cigarro passam dos pulmões para a corrente sanguínea e circulam pelo corpo, afetando todas as células e provocando diversas alterações no sistema circulatório.

Hipertensão arterial

Quando a pressão está elevada, ela acaba lesionando os vasos sanguíneos do cérebro e pode causar um AVC. O tratamento da hipertensão arterial é muito importante, pois reduz tanto o risco de AVC como de ataques do coração. Mesmo que uma pessoa tenha uma pressão pouco elevada, é preciso consultar um médico para começar o tratamento adequado.

Diabetes

O diabetes é causado por uma deficiência do hormônio chamado insulina ou por uma resistência a ele. Esse hormônio é essencial no metabolismo da glicose (açúcar) no corpo. Por isso, pessoas com diabetes possuem excesso de açúcar no sangue.

O objetivo do tratamento da diabetes é manter o nível de glicose o mais próximo do normal. Um bom controle da diabetes, com dieta adequada e medicamentos, torna os problemas circulatórios menos comuns. Pessoas com diabetes devem cuidar atentamente dos níveis da pressão arterial.

Sedentarismo

A atividade física reduz o risco de doença vascular. O sedentarismo leva ao aumento de peso, predispondo o organismo à hipertensão, diabetes e níveis inadequados de colesterol no sangue, todos fatores de risco para AVC. Começar uma atividade física regular, por exemplo, caminhar três vezes por semana, traz benefícios à saúde.

Álcool e drogas

O consumo excessivo de bebidas alcoólicas associa-se ao grande aumento na incidência de AVC. O consumo rotineiro de álcool leva à hipertensão e a níveis inadequados de colesterol no sangue. Já o uso de cocaína ou crack é capaz de gerar lesões arteriais e picos hipertensivos, associados ao desenvolvimento de AVC.

Anticoncepcional

O uso de pílulas anticoncepcionais pode favorecer o surgimento de AVC, principalmente em mulheres fumantes, ou com hipertensão arterial. É muito importante que a paciente consulte o seu médico para que ele avalie a sua condição clínica e a oriente da melhor maneira possível. Não se deve tomar nenhuma decisão antes de consultar um médico.

Dicas importantes para prevenir o AVC

Sabendo que o derrame cerebral é o mesmo que AVC, é preciso entender, também, que, quanto maior o número de fatores de risco acumulados, mais elevada é a probabilidade de se ter um AVC. Preveni-lo é muito mais fácil do que tratá-lo, portanto, opte por:

Tratamento do AVC

O acidente vascular cerebral é considerado uma emergência médica. O paciente deve ser encaminhado imediatamente para atendimento hospitalar, quando estiver em um quadro de derrame. Trombolíticos e anticoagulantes podem diminuir a extensão dos danos. A cirurgia pode ser indicada para retirar o coágulo ou êmbolo (endarterectomia), aliviar a pressão cerebral ou revascularizar veias ou artérias comprometidas.

Infelizmente, células cerebrais não se regeneram e não há tratamento que possa recuperá-las. No entanto, existem recursos terapêuticos capazes de ajudar a restaurar funções, movimentos e fala. Quanto antes forem aplicados, melhores serão os resultados.

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